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04/03/2008 20:42
Estou escrevendo fanfics. Para aqueles que não sabem, são histórias de ficção escritas por fãs. A minha primeira é a Respeito do InuYasha.

Este é o primeiro capítulo.

Minha primeira fic. Pequena, mas escrita com carinho.



A noite havia sido ruim, como era de hábito que fossem as noites. Eles eram casados há 02 anos, e nada sequer lembrava o amor mágico que os unira.

Kagome se lembrava daquele primeiro encontro, em frente à árvore sagrada. Logo ao sair do poço por intermédio daquele monstro, percebeu que aquele ser preso à pedra era sua metade perdida. Aqueles olhos, após a libertação dele, irradiavam tudo o que ela queria para si. Os cabelos prateados, brilhantes e macios constituíam a realização de suas fantasias táteis. Como ele era lindo! Seu jeito grosseiro era mais um encanto que ela entendia como reflexo de sua masculinidade. Como ela gostava de dar as mãos a ele, estar a seu lado! Nunca sentia medo ao lado dele, sentia-se completa, mulher. Mesmo nos momentos em que ele parecia estar com a mente em outro lugar, ou que não demonstrava nenhuma consideração, ela o amava.

Em pouco tempo eles não se desgrudavam mais. O que havia iniciado com o objetivo apenas de juntar os fragmentos perdidos da jóia, InuYasha e Kagome haviam feito tornar-se um relacionamento. Eles passeavem pelas florestas da era Feudal e pelos shoppings da era atual. Na primeira vez que saíram na era atual, foram comer pizza, que ele adorou, apesar da dificuldade em manter na cabeça o boné que ocultava as orelhas, que caía sempre que ele desajeitado ia servir-se de mais um pedaço. Ela achou adorável. Conversaram por horas sem preocupação com lutas ou interrupções. Na hora da conta, ela sacou a carteira e pagou. Não pensou que isso se tornaria um hábito futuro.

A cada dia ela sentia mais necessidade de estar perto dele. Cada folga que tinha, era mais um salto pra dentro do poço e mais algum tempo com ele. Ela acreditava que InuYasha a amasse, como ela o amava.

Com os meses o relacionamento solidificado, ela segura do seu amor, precisa se ausentar das lutas. As obrigações não podiam mais ser postergadas, ela teria que partir. Eles conversam, ela promete voltar o mais rápido possível. Entre lágrimas, pula no poço e volta pra sua vida.

Em casa, percebe o quanto havia mudado nesse meio tempo. Agora ela fazia parte de um par, eram dois por um objetivo maior. Sonhava com o dia quer seriam unidos pelas leis de Deus e dos homens, e ela seria sua mulher. Sem monstros, sem amigos o tempo todo, apenas os dois em uma casinha branca com janelas azuis, um lago com carpas coloridas, uma bea árvore no centro de um gramado ladeado por pequenas e perfumadas flores de todas as cores. Em suas fantasias, crianças corriam atrás umas das outras, em uma algazarra alegre e constante.

Os dias custam a passar, mas ela se esforça para fazer tudo certo e terminar rápida e perfeitamente seus afazeres para etão poder voltar a seu lugar ao lado de seu amor, poder novamente tocar em seu corpo forte, sentir a maciez de seus lábios sem que nenhum problema lhe perturbasse a cabeça. E assim ela faz.

Alguns dias antes do que esperava, ela vê-se livre das responsabilidades. Que alegria!!! Em pouco tempo poderia estar com ele novamente! Vai a seu quarto, se banha, usa um óleo que amacia e perfuma sua pele do jeito que ele gosta. Veste uma roupa que lhe deixa sensual sem vulgaridade, acentuando o brilho de sua beleza jovem, se arruma para o melhor encontro, e pula no poço, levando na mochila presentes para ele.

Já do outro lado, sente-se estranha, sem saber o motivo daquilo. Ninguém à vista, ela vai andando sem rumo por uns minutos, até chegar à borda de uma clareira. Ouvindo vozes abafadas, ela procura, com um certo receio, ver de onde vêem os sons. Os olhos esquadrinham em volta, até que, um pouco abaixo do nível onde se encontrava ela vê.

Seu coração não batia, ribombava em seu peito. As lagrimas saíam aos borbotões, o sangue havia fugido de seu rosto. Ela não podia acreditar no que via. Encostado a uma árvore, entrelaçado ao corpo de uma mulher de longos cabelos negros, estava ele, o homem para quem havia entregado seu amor e sua confiança.

Vagarosamente, contendo a todo custo as lágrimas, ela se aproxima. Interrompe um beijo caloroso, faz-se notar pedindo explicações do acontecido. Ele nada diz. A mulher faz menção de sair, mas ela não permite. Diz a ele que se sua escolha era aquela, ela respeitaria.

Volta pelo caminho que havia alegremente feito minutos antes, agora com o coração despedaçado, mas com uma convicção inabalável: seria feliz a qualquer custo, sozinha.

Sua vida tornou-se monótona, perdeu o gosto pela vaidade, ao mesmo tempo que prometeu casamento a um homem que se dedicou a ela como ninguém havia se dedicado antes. Voltou sua atenção à família, ao trabalho. Não havia um dia que não se lembrasse daqueles olhos dourados, daquele cheiro, e ainda assim mantinha sua decisão. Algumas vezes pensou tê-lo visto nos arredores de sua casa, mas não procurou confirmar. O melhor era conseguir viver da melhor forma possível, meso não estando feliz.

Ela não era mais uma menina, era agora uma mulher noiva de um homem de negócios, sério, que a via como sua mulher e companheira da vida. Tinha seu carro, sua casa, seu gato. Sim, ela agora tinha uma gato, o maior que já havia visto na vida, siamês, olhos azuis ternos e carinhosos. Algumas vezes imaginara o que aconteceria se o gatinho e seu ex se encontrassem, e ria bastante. Dormia com o animal, pensava em InuYasha. E levava a vida convencida que conformar-se fora o melhor que pudera fazer.

enviada por sereia






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