16/07/2007 23:23
Eu realmente não entendo a vontade do ser humano de ver o outro sucumbir. Até entendo quando o outro é um inimigo, mas e quando existe amor? Não sei.
Respeitar os sentimentos alheios é uma arte difícil de ser praticada. Cansei de ser taxada de tudo, cansei de ser a pessoa que coloca panos quentes e ao mesmo tempo ser a difícil de conviver.
As pessoas são injustas. Consigo e com outros. Preferem lutar e sofrer do que ceder e ser feliz.
Lutar contra quem se ama é um contrasenso, não existe racionalidade que diz que amar é bater de frente. Sempre tentei, mas enchi o saco de fazer o possível pra não magoar quem amo, aqueles que para mim são a essência da vida.
Aí é que está o meu erro, o centro da minha vida deveria ser eu, não terceiros. Desde criança me anulo para tentar agradar. Não dá mais. Minha personalidade sempre me coloca em situações magoadoras, sofro e normalmente passo por cima, perdôo, mas n~~ao esqueço. Aquela dor fica indo e voltando ininterruptamente, fica sempre a dúvida se fiz certo em tentar esquecer, agir como se nada tivesse acontecido.
Na hora da raiva esqueço a racionalidade, que sou inteligente, amorosa, gentil, e solto todos os cachorros que tiver. Depois me culpo por muito tempo. Não entendo como não simplesmente detono o que me incomoda, jogo tudo pro alto e vou viver livre leve e solta, sem pensar no que os outros vão pensar, vão fazer, vão sentir.
Não gosto de magoar ninguém, MAS PORQUE NINGUÉM PENSA EM NÃO ME MAGOAR?!?!?!?!?!?!?!!?!?!?!?!?!?!?!?!?
Preciso mesmo mudar meus conceitos, mas não sei como. A única coisa que sei fazer bem e me mantenho fiel é amar. Ah, meu amor ultrapassa as barreiras do convencional. Antes de fazer mal a alguém, faço a mim.
Estava tendo crises de choro, cada vez mais derpimida. O médico diagnosticou depressão. Os médicos. Primeiro fui ao Ginecologista, que me encaminhou pro psiquiatra, que me receitou remédios que não tive dinheiro pra pagar até hoje. E aí, continuo triste.
Meu marido, ao invés de me apoiar, arruma mais motivo pra me entristecer. Sou ciumenta e ele cria situações onde meu ciúme fica maior a cada momento. Ele sabe que meu ciúme é irreal, mas ao invés de evitar, provoca.
No post do dia 07/11/2006 22:04:39 eu falava sobre o encaixe perfeito. Pois como as coisas mudam... Nem sei mais se existe o encaixe, de tanto que ele se afastou de mim. Muitas vezes é como se eu estivesse falando sozinha, se não tivesse um marido. COmpanheiro nem digo, porque a recíproca por aqui é inexistente. Não consigo que ele faça por mim o que faço por ele. Neste ano e meio de casamento, fiz o que pude pra ajudar. Hoje ele está com a vida e finanças equilibradas e eu rebolando pra manter a sanidade, em depressão, dura, pensando como pagar a faculdade as contas e ajudar no que for preciso. Mas ele me ajuda? Não, ele é o homem da casa, precisa manter seu machismo e preguiça intactos. Trabalho e estudo. Quando não estou de férias, passo parte da madrugada cozinhando pra ele almoçar, pra economizar. Durante os finais de semana sempre estou limpando a casa, fazendo o que não consegui no final de semana. E ele? Ele está sempre sentando em frente ao PC ou à Televisão, e quando, às 8hs da noite de sábado estou morta e só penso em dormir ele pergunta porque estou com essa cara de bunda. Nem pára pra pensar, que enquanto ele faz o que quer eu faço o que é preciso.
Tenho um caminhão de mágoas, mas não vou destilá-las agora.
Sempre digo que vou dar o troco na mesma moeda, mas nunca consigo. Eu não sou assim, mas prometo que vou tentar me tornar medíocre e vingativa, pelo menos pra saciar minha curiosidade em saber o que as pessoas sentem quando me fazem sofrer.
E como fazem. Adoram tripudiar sobre meu corpo caído.
Acabou a fase de Amélia. Ele vai provar do seu veneno, vai sentir quanto o egoísmo magoa quem ama a gente.
Infelizmente, ele vai precisar que me torne um espelho do que ele é.
enviada por sereia
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